quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Máximas (e mínimas) do Jornalismo

Próximo nome da minha empresa de frilas (como ninguém pensou nisso antes?)
Nem acabou o Carnaval direito (ok, eu sei que você trabalhou, amigo jornalista), e já vem mais um dia de festa! Sim, é mais um "dia do jornalista"! É o Dia do Repórter, que cai neste sábado (porque jornalista tem sorte; não que faça diferença, pois ninguém iria te dar folga mesmo), 16 de fevereiro. Para celebrar esta data querida, segue uma lista de motivos para você continuar de cabeça erguida e sentir cada vez mais orgulho da profissão. No mais, nunca é demais avisar que a Mega-Sena está acumulada.

As frases não ditas (ou não) do Jornalismo:
Ser jornalista é ter que ouvir a pergunta "trabalha na Globo?", sempre que responde qual é sua profissão. "Conhece a Fátima Bernardes? O William Bonner?"

Alegria de jornalista é quando a pauta é cancelada no meio do caminho e ele pode ir para a redação de táxi pago pelo jornal.

O seu blog não precisa ser bom, você só precisa ter os amigos certos no Facebook. (Ou muitos amigos que vivam de frila.)

Felicidade de jornalista é marcar almoço de trabalho para economizar tíquete-refeição.

Repórter multimídia é o que produz para vários meios e não consegue fazer bem nenhum deles.

Quem reclama da opinião pública é porque nunca teve que lidar com a opinião privada.

O jornalismo pode ser muito mais deformador de opinião do que formador de uma.

Redações de jornais nunca estão preparadas para ter notícia.

Você sabe que saiu de casa bem vestido quando chega no evento e a recepcionista pergunta: "imprensa?"

Jornalista não fica desempregado, faz frila.

Jornalista é aquele que corre na direção do incêndio quando todos estão fugindo dele. O jornalista que acompanha a multidão é porque está de folga, e não é nem besta de ligar para a redação e correr o risco de ter de cobrir.

Não devemos confundir liberdade de expressão com liberdade de impressão.

Não devemos confundir liberdade de imprensa com liberdade de empresa.

Texto não tem fim. Tem prazo.

OFF é aquilo que o sujeito (entrevistado) pede, depois de duas horas de uma excelente entrevista que você já tinha dito que publicaria.

ON é aquilo que o mesmo sujeito quer dar quando você diz que só quer um OFF rápido.

Quando você for personagem em uma matéria sobre uso do celular e disser "eu fico horas jogando", tenha certeza de que a sua frase entrará logo após uma passagem que mencione pessoas que ficam no banheiro mexendo no aparelho durante o horário de trabalho.

As vendas de Natal sempre "devem crescer" 10%.

Não devemos confundir release com risole, embora seja sempre uma surpresa saber o que tem dentro de ambos (e os dois devam ser consumidos com moderação).

A melhor pergunta sempre surgirá depois que o entrevistado for embora. (A melhor resposta não.)

Outros posts jornalísticos:
Como jornais, sites, revistas e a TV noticiarão o fim do mundo
Eu tô no jornal ("Então, é Natal" para jornalistas)
Jornalismo como ele é
A culpa é da mídia
Dia de Jornalista
Manchetes de Carnaval
Capas de fim de ano: o que querem realmente dizer
Ai se eu escrevo: Michel Teló para Jornalistas
Diálogos que adoraríamos ver na TV
Jornalista de Novela

Outras homenagens:
Feliz Natal, Rio! Feliz Natal, São Paulo!
Feliz Dia da República!
Feliz Dia do Zumbi!
Viva o Dia das Crianças!
Feliz Dia dos Irmãos!
Feliz Dia dos Pais
Feliz Dia do Rock(y)
Dia do Amigo
Homenagem para o Dia das Mães
Para o Dia dos Namorados
Tecnologia para Leigos

2 comentários:

  1. "A melhor pergunta sempre surgirá depois que o entrevistado for embora. (A melhor resposta não.)"

    Quem nunca?

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    Respostas
    1. Hahahahahaha... E quem sempre, Ronaldo? Como faz?

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