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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Juntos chegaremos lá!
Outras homenagens:
Ter os pais no Facebook é...
Mãe, criei um blog!
Feliz Dia do Saci 2013!
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Feliz Adversário, Rio!
Keep Calm and Balança a Roseira!
Máximas (e mínimas) do Jornalismo
Capas de fim de ano: o que querem realmente dizer
Feliz Ano Novo!
Natal é tempo de...
Feliz Natal, Rio! Feliz Natal, São Paulo!
Feliz Dia da República!
Feliz Dia do Zumbi!
Viva o Dia das Crianças!
Feliz Dia dos Irmãos!
Feliz Dia dos Pais
Feliz Dia do Rock(y)
Dia do Amigo
Homenagem para o Dia das Mães
Para o Dia dos Namorados
Tecnologia para Leigos
Dia de Jornalista
"Eu sou feliz sendo jornalista"
Profissão: pobre
Eu tô no jornal ("Então, é Natal" para jornalistas)
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Das funções didáticas (e terapêuticas) da buzina
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| Imagem: Pam Wolf blog |
Em decorrência da Semana Nacional do Trânsito, uma homenagem à buzina, este instrumento que você adoraria que tivesse o poder de desintegrar os outros carros à frente, tal qual um raio laser, na sua luta diária contra os veículos que concorrem com você por um pedaço de asfalto.
1. Reprimir o motoqueiro à sua frente que insiste em ocupar o lugar de um carro, em vez de passar entre os automóveis, quase (?) quebrando o retrovisor, como qualquer motoboy de respeito faz.
2. Avisar ao (à) motorista à sua frente que, quando o GPS fala "você chegou ao seu destino", não significa que ele(a) deva frear imediatamente no meio da rua, ou onde estiver.
3. Lembrar à pessoa da frente que o carro dela veio equipado com retrovisor lateral.
4. Sintetizar um (ou dez) palavrão(ões).
5. Acordar o motorista da frente que ainda está sonado. E os moradores da rua.
6. Devolver a irritação que o motorista concorrente te causou ao cometer uma barbeiragem.
7. Ensinar ao amigo pedestre que ele deve ficar na calçada, e não tomando cerveja no meio da rua.
8. Mostrar para o gentil taxista que o carro dele também veio equipado com seta.
9. Mostrar ao companheiro ciclista que você se importa muito com ele, mas (!) seria bacana da parte dele entender que ele também te fecha quando entra na sua frente sem olhar.
10. Avisar a todos os motoristas à sua frente que o sinal/farol abriu, caso eles não tenham visto.
11. Dar coragem e apoio moral para o motorista à sua frente avançar o sinal amarelo, ou mesmo acelerar quando for verde.
12. Aprender os benefícios do anonimato quando estiver numa fila de carros e não for possível detectar quem é o idiota que não para de buzinar.
13. Interagir com os demais moradores da rua, que vão perguntar até sobre a sua mãe quando você começar a buzinar feito um louco depois das 23h.
14. Extravasar toda a sua raiva pelo dia irritante no trabalho, descontando no resto do mundo e economizando com psicanalista.
15. Não. A buzina não serve para dizer "ei, gatinha, me dá seu telefone".
16. Avisar para a pedestre fofa que o fato de ela estar carregando uma criança no colo, ou pela, mão não lhe garante o direito de atravessar a rua em qualquer lugar fora da faixa e sem olhar para os lados, esperando que os veículos evaporem, freiem imediatamente, ou coisa que o valha.
17.Dar segurança ao motorista da frente para ele andar mais rápido, especialmente quando ele estiver ocupando duas pistas ao mesmo tempo, tiver colocado a seta para entrar à direita e estiver inseguro para saber se entra ou não.
18. Avisar ao motorista da frente que ele ainda não atingiu o limite de velocidade da via e que, portanto, deve acelerar, cacete.
19. Mostrar ao motorista de uma SUV na cidade grande que ele é grande, mas não é dois, e que deve procurar um urologista.
20. Ensinar ao amiguinho da frente, que a faixa pintada no chão não é um trilho, e que ele não é um bonde, para andar por cima dela.
21. Ajudar os outros motoristas a cronometrarem o tempo que o sinal (semáforo) fica verde, ou amarelo, e que, portanto, eles devem acelerar, para passar logo e não te deixar parado no vermelho à toa.
22. Avisar ao sujeito que te deu uma fechada que ele é corno, mas que, se ele continuar correndo desse jeito, vai conseguir chegar em casa a tempo de pegar o amante da sua mulher antes de ele fugir.
23. Alertar ao motorista da frente que ter adesivos com mensagens como "dirigido por mim, guiado por Deus" e "propriedade de Jesus" não têm o efeito de um campo de força de desenho animado sobre o carro, e não afastam os demais veículos automaticamente se ele(a) não usar a seta ou não usar o retrovisor.
24. Revelar para aquela senhora que não é porque ela tem 90 anos que ela é imortal e pode atravessar em qualquer lugar com o sinal (farol) aberto para os carros.
25. Informar ao motorista de ônibus que ele não está pilotando uma moto.
26. Mostrar aos trabalhadores da obra no meio da rua que aquele é um péssimo horário para fazer aquele conserto.
27. Explicar que aquela zebrinha no asfalto se chama faixa de pedestre, e não "faixa de ré", onde todo mundo dá ré depois que o sinal (farol) fica vermelho para não tomar multa.
28. Alertar o iluminado à sua frente que ele também precisa acender a lanterna quando entra num túnel.
29. Avisar a todos os demais motoristas que você está atrasado(a).
Outras questões de trânsito:
Casal em trânsito
Coisas das quais ainda vamos rir. Muito
Casal em trânsito
Vendo quarta marcha. Motivo: falta de uso
O Homem e o GPS
Motoristas param SP em protesto
Popularidade do trânsito de SP cai após protestos
Manual do Caroneiro Profissional: como evitar roubadas
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Governo de SP lança bilhete único para propina
Em tempos de "cards" suspeitos, com o objetivo de facilitar as transações suspeitas e ninguém mais precisar andar por aí com malas cheias de dinheiro, e assim evitar a ação de bandidos, vem aí: o Maracutaia Card!
Outras notícias:
Operadoras de celular conseguem, enfim, implementar bug do milênio com 9º dígito
Eike Batista admite fazer uso de craque
Globo transmitirá Copa de 2014 em 2015
Chael Sonnen pede revanche contra a Globo
Após Fátima e Bial, jornalistas querem realizar sonho do programa próprio
Fluminense e Botafogo disputam piadas sobre Corinthians
Torcida corintiana passa a da seleção
Mais motivos para você protestar:
Coxinha solta a franga
Movimento a Favor da Corrupção e da Meritofobia (Mofomerdacorre)
Vinagre desabafa
Novas bandeiras
Médicos protestam, mas ninguém entende o que eles querem
Déjà vu na Copa das Confederações
Gente, o Congresso tá trabalhando!
Releitura de bordões
Como assim, amanhã vai ser maior, Antônio?!
Keep Calm and Vai pra Casa
Me representa, não me representa, me representa...
Vídeo do dia: o gigante está adormecendo!
Procurado: Vinagre
Marcha da Família contra Pessoas que Gostam de Jiló
Marcha da Pamonha pelo fim do uso de megafones
Apitaço contra alarme de automóvel
Marcha dos Vadios pelo direito do homem de ser sustentado pela mulher
Panelaço contra o uso do coentro
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
Prefeitura de SP lança rodízio de protestos
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| Bandeira para levar nas próximas manifestações (Ideia: James Cimino) |
Segundas-feiras: Profissionais liberais excluídos da sociedade, como advogados, médicos e engenheiros, sem uma pauta específica. Oficialmente, contra a corrupção. Bandeiras de partido proibidas, se forem do PT. Acesso liberado a quem estiver de jaleco ou de gravata.
Terças-feiras: Descamisados de todos os tipos, pedindo coisas absurdas e improváveis de serem atendidas, como transporte público de graça, ou que a presidente "mande prender todos os corruptos", pois todos sabem que é isso o que um presidente da República faz (no caso dos EUA, ele ouve a sua conversa no telefone também). Vandalismo liberado. Quem quebrar agências bancárias ganha o direito de protestar também em outro dia da semana.
Quartas-feiras: Ufanistas de todos os tipos que sonegaram impostos e subornaram guarda de trânsito nos últimos cinco anos, enrolados em bandeira do Brasil, cantando "sou brasileiro com muito orgulho e muito amor". Permitidos cartazes de "fora Dilma", sem vírgula. Pessoas com gel no cabelo terão acesso garantido.
Quintas-feiras: Protesto contra os protestos na Avenida Paulista, porque já ficou mainstream demais, e a favor da transferência das passeatas para Santo Amaro, mas especifcamente o Largo Treze de Maio.
Sextas-feiras: Marcha do Orgulho Gordo pelo direito de comer a picanha sem tirar a gordurinha e de comer o pacote inteiro de biscoito/bolacha, e pelo direito de passar o fim de semana escornado no meio das almofadas em frente à TV acompanhado de uma cerveja.
Sábados: Passeata pela transferência de São Paulo para um lugar com praia, talvez em cima do Rio de Janeiro mesmo, e pela nacionalização do papa atualmente argentino. Também serão aceitas bandeiras de "fora, Renan!" (com ou sem vírgula) da presidência do Senado, do Congresso Nacional e do cargo de síndico do prédio.
Domingos: Marcha contra a homofobia, a cura gay, o casamento entre homofóbicos, a favor da cura para a homofobia e contra o Marco Feliciano!
Feriados: Marchas da maconha.
Outras questões de trânsito:
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Projeto de Lei para Cura da Homofobia
Motivos para ser contra o casamento homofóbico
Movimento a Favor da Corrupção e da Meritofobia (Mofomerdacorre)
Novas bandeiras
Entenda o escândalo da FAB!
Médicos protestam, mas ninguém entende o que eles querem
Déjà vu na Copa das Confederações
Festa da democracia
Releitura de bordões
Como assim, amanhã vai ser maior, Antônio?!
Keep Calm and Vai pra Casa
O brasileiro é cordial
Me representa, não me representa, me representa...
Vídeo do dia: o gigante está adormecendo!
Cartaz do dia
Procurado: Vinagre
Vinagre desabafa
O que queremos? Ônibus barato! Como queremos? Quebrando tudo!
Marcha da Família contra Pessoas que Gostam de Jiló
Marcha da Pamonha pelo fim do uso de megafones
Apitaço contra alarme de automóvel
Marcha dos Vadios pelo direito do homem de ser sustentado pela mulher
Panelaço contra o uso do coentro
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Manifestações diárias
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
Jornalismo, ano 2035
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| Alguma última edição encalhada (Imagem: Viomundo) |
-Que jornal, pai?
-O que o entregador deixou aí na porta.
-Mãe! O papai tá delirando de novo, falando para pegar o jornal na porta!
-Ué? Não entregaram de novo?
-Não, pai. Não existe jornal há uns vinte anos, já. Eu mesmo só sei o que é porque o vovô me mostrou uns pedaços de papel amarelado com o seu nome na semana passada.
-Pois é. E você dizia que eu estava inventando...
-Ah, pai. Você começou com um papo de que existia um teclado no qual você digitava e já saía um papel impresso...
-Claro que existia. Ainda me lembro da Olivetti...
-Era gostosa, pai? A mamãe conheceu?
-Como assim, garoto? Olivetti era o nome da máquina de escrever.
-"Máquina de escrever"... Até parece.
-Ah, filho, era uma época tão romântica...
-Como assim? Todo mundo pegava todo mundo naquele lugar para onde vocês iam? Como é que se chamava mesmo? Redenção?
-Redação, meu filho. Até rolava uma pegação, mas não é disso que eu tô falando.
-Você e a mamãe se conheceram lá?
-Quase isso. Nós dois éramos jornalistas, não na mesma redação.
-Nossa! Existia mais de uma?!
-Sim, dezenas. E foram acabando, uma a uma. Primeiro, vieram com um papo de sinergia, de que todo repórter tinha que ser multimídia, gravar entrevista, escrever, fazer vídeo, tirar foto, fazer uma versão da matéria para o impresso e para o online, além de gravar uma chamada para a rádio.
-Sério? Sozinho, pai? Deve ter rolado uma grana boa nessa época.
-Que nada. Só o trabalho que aumentou, o que chamávamos de "salário" não melhorou um centavo.
-Sei... E, mesmo assim, vocês ficavam até tarde no trabalho?
-Sim, convenceram a gente de que o nosso trabalho era o mais nobre do mundo, e que ninguém tinha princípios éticos como os jornalistas tinham. Tinha sempre uma reunião numa mesa grande, no começo e no fim do dia, em que parecia que íamos decidir o futuro do mundo. De alguma forma, decidimos. Só não sei se foi uma boa escolha.
-Ah, pai, não fica assim...
-O pessoal achava que o jornalismo nunca iria acabar, pois só o jornal e as revistas podiam ser levados para o banheiro. Não tinha como dar certo algo que dependesse de um momento tão nobre da vida das pessoas para sobreviver.
-Que coisa, pai... Como eram essas revistas?
-Eram tipo esses livros que eu ainda tenho aqui na estante de coisas antigas, só que mais finas e saíam todo mês, algumas saíam toda semana.
-E sempre tinha assunto?
-Tinha. Se não tivesse, o pessoal inventava. Tinha uma revista semanal que era muito boa nisso. Se não tinha uma denúncia para inventar sobre um político, falava de algum órgão do corpo humano, como se fosse uma grande novidade.
-Dá para entender por que acabou...
-É. Começou com a tal da internet. De repente, qualquer um podia escrever bobagens e colocar no ar. Depois, veio o fim do diploma, quando o Supremo decidiu que qualquer um podia ser jornalista.
-Ah, pai, mas qualquer um pode mesmo.
-Tá, é verdade, mas a gente não sabia disso.
-E vocês não fizeram nada?
-Ah, a gente achou que o jornalismo sobreviveria, que os jornais precisavam da gente para fazer matérias de qualidade, e que era o que os leitores queriam.
-E era?
-Nunca saberemos. Porque não era o que as empresas anunciantes queriam, e eram elas que pagavam as nossas contas. Depois, vieram os passaralhos.
-É de voar?
-Sim, só que eles se alimentam de emprego de jornalista.
-Que triste. E como os tais jornais passaram a ser feitos?
-Ah, eles contrataram um monte de recém-formados para pagar menos, o trabalho foi sendo substituído por contribuições e opiniões gratuitas de leitores, e os jornalistas de verdade foram sendo dispensados. Aos poucos, vieram os sistemas automáticos de criação de textos e notícias, as câmeras de segurança passaram a substituir as filmagens profissionais. E era só mandar um motoboy para os eventos com um celular na mão, para colocar na boca do ministro, que o próprio computador digitava e colocava tudo no ar.
-Motoboy?
-Esquece. É da época em que ainda era possível circular pelas ruas de São Paulo usando rodas.
-Nossa, nem consigo imaginar isso. E esses tais computadores roubaram o emprego de vocês?
-Aos poucos, sim. No começo, eles ajudavam, eram ótimas ferramentas de comunicação, para os padrões da época. Podiam ter revolucionado o jornalismo. Tinha um "site" ótimo, que se chamava Google e encontrava tudo o que quiséssemos.
-Era só falar com ele?
-Não. Na época, ainda precisava digitar. E tinha um outro site, que se chamava Facebook, para as pessoas se falarem e mostrarem que estavam felizes, e nenhum jornalista admitia que a vida já estava uma porcaria. Aos poucos, as pessoas foram deixando de comprar jornal, e os jornais foram migrando para a internet, essa conexão que, hoje, até a nossa geladeira tem.
-Mas e aí?
-Aí, os jornais não sabiam mais como ganhar dinheiro, porque, na internet, tudo era de graça. Aí, criaram versões dos jornais para um aparelho que, na época, era revolucionário, chamado iPad. Só que, no fundo, era o mesmo jornal, copiado na tela do aparelho, já chegava velho. Foi nessa mesma época que os jornais começaram a fechar, se transformar em sites, fazer matérias sobre bichinhos, celebridades que iam à padaria e formatos curiosos de sombras. Aí, a jornalistada começou a fazer blogs, achando que, assim, poderia manter o jornalismo vivo.
-Blogs?
-Deixa para lá, eram umas páginas pessoais que os jornalistas frustrados usavam para escrever o que tinham vontade.
-E funcionou?
-Por um tempo, sim, mas não pagava as contas. Aí, o pessoal foi migrando para outras profissões, passou a dirigir táxi, abriu bar, aproveitando que muitos já tinham experiência de empresário dando nota fiscal nos jornais... O problema de quem abriu bar é que os clientes eram, na maioria, jornalistas também, e ficavam pedindo fiado, e foram rareando com o tempo, já que não tinham como pagar.
-Entendi.
-Era uma época bonita, sabe, meu filho? Bem, vai lá, que tá na hora de você ir para a escola.
-Ok, vou para o meu quarto me conectar na aula.
-Deixa eu ir para a praia, que o dia tá bonito. Vai dar para vender bastante sorvete hoje.
*Peço desculpas aos fiéis leitores pelo longo texto, mas é que, apesar do fim iminente do jornalismo, eu ainda sou um viciado e com raízes no impresso.
Outros diálogos:
Por que o Brasil não precisa se preocupar com ataques terroristas
O Homem e o GPS
Casal em trânsito
Papo masculino
Diálogos que adoraríamos ver na TV
Dias (ou Noites) Modernos(as)
Outros posts jornalísticos:
Como jornais, sites, revistas e a TV noticiarão o fim do mundo
Se a Playboy não voltar, a cidade vai parar!
'Sombril': definição para o futuro do jornalismo
Profissão: pobre
Eu tô no jornal ("Então, é Natal" para jornalistas)
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Dia de Jornalista
Manchetes de Carnaval
Capas de fim de ano: o que querem realmente dizer
Ai se eu escrevo: Michel Teló para Jornalistas
Diálogos que adoraríamos ver na TV
Jornalista de Novela
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Manual do Caroneiro Profissional:
Como evitar "roubadas"
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| Não se iluda, prezado(a) leitor(a). Apesar da imagem, este post não vai lhe dar dicas para pegar carona na estrada, muito menos sérias. (Foto: bubblews.com) |
Em homenagem ao Dia Nacional da Carona Solidária, em 28 de maio, Vamos às dicas de ouro para ser um caroneiro de sucesso:
1) Desconfie de quem diz que "mora perto" de você ou que insiste, falando "deixa que eu te levo", na hora de oferecer carona. Esse é o sujeito que vai te fazer esperar mais duas horar pasa sair do trabalho, ou te deixar a umas dez quadras de casa, num lugar onde nem passa ônibus, e ninguém está nessa vida de caroneiro para andar a pé.
2) Seja educado(a). Diga sempre que "não precisa", "tem certeza que não vai atrapalhar?", enquanto vai entrando no carro da vítima (digo: do ofertante da carona).
3) Prefira caronas de quem mora longe, ou pelo menos em outro bairro. Não se importe com quem te chamar de aproveitador(a). Se a pessoa já teve a boa vontade de te oferecer uma carona para Copacabana mesmo morando em Niterói, as chances de a pessoa te deixar longe de casa são menores.
4) Investigue o gosto musical do motorista antes. Poucas coisas na vida podem ser tão insuportáveis quanto ficar uma hora preso no trânsito ouvindo Gusttttavo Lima ou Valesca Popozuda.
5) Não se esqueça nunca que a sua prioridade é chegar ao seu destino sem gastar um centavo. Portanto, antes de decidir se vai a uma festa, sonde quem vai e pode te levar. Ofereça esperar a pessoa na esquina da sua rua, para parecer gentil.
6) Para parecer educado também, tente arrumar uma carona diferente para a volta. Tudo bem que mais gente vai saber que você não tem carro, ou que é um(a) interesseiro(a), mas, a essa altura, sua fama já não é das melhores mesmo. Aproveite o conforto do banco de trás, se a sua vítima for casada e o banco do "carona" (o seu, portanto) estiver ocupado.
7) Se, um dia, um amigo lhe pedir carona, afaste-se dele. Todo caroneiro profissional sabe a quem pedir, e você não quer, agora, ter que arrumar carona para você e mais um. (A não ser que este "mais um" seja seu/sua companheiro/a.)
8) Não. Não é possível ir para o motel de carona (nem de táxi). Junte o dinheiro que você economizou durante a semana, e alugue um carro, ou use sua casa mesmo.
9) Se o ofertante da carona tiver fotos de bichos na mesa, só aceite o convite em último caso (quando a próxima opção for a de pegar ônibus). Foto de cachorro no porta-retrato do trabalho é alerta para um carro cheio de pelos. Se você tiver rinite, é melhor ir a pé para casa.
10) Evite carona de quem fala "te deixo perto do ponto de ônibus/metrô". Ah, vai se ferrar! Se não quer ajudar, não precisa, mas carona até o transporte público é o limite da humilhação a que um ser humano pode ser submetido! Para te deixar se sentindo ainda pior, o ofertante da carona ainda vai fazer questão de ligar o ar-condicionado. Aí, você sai do conforto das quatro rodas com motorista para pegar um busão lotado, fedido e com suvaco na cara.
11) Novamente: suspeite de quem insiste muito para te dar carona. Ou a pessoa é uma mala, ou quer dar em cima de você. Ou as duas coisas, mas, aí, é muito azar.
12) Evite pegar carona com quem acabou de comprar o primeiro carro. A boa vontade é grande, mas as chances de essa pessoa errar o caminho são grandes.
13) Tenha sempre um plano B, para os dias em que a sua carona ficar doente. E não esqueça dos bons modos que a sua mãe te deu, e ligue para a sua vítima oficial, perguntando como ela está, ainda que você tenha certeza que ela só disse que estava doente para matar o trabalho, e não ter que aguentar você mais um dia.
14) Por fim...
Como se vê, amiguinhos, ao contrário do que parece, não é nada fácil a vida de quem vive de pegar caronas com os outros. Por isso, conte sempre com a solidariedade e a experiência deste blog para te ajudar nesta empreitada. E, se tudo mais falhar, compre um carro. Ou uma bicicleta.
Outros posts sociológicos:
Irrite um rico
Tipos de Espectador
Tipos de Passageiros
Classe média sofre quando...
Manifesto sobre a Pobreza
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Viver a especulação imobiliária é...
Conselhos do Tio Vader
Glossário do Caos Aéreo (ou "Desde que Muprhy virou controlador de voo")
Glossário da Bolha Imobiliária Brasileira
terça-feira, 2 de abril de 2013
O que queremos?
Como todo mundo já fez um desses, este blog também pode...
Em homenagem à classe média que acha que não vai sobreviver ao fim da empregada doméstica:
E que acha chique andar de metrô (só) em Nova York:
E em homenagem à Carolina Dieckmann:
Outros diálogos:
O Homem e o GPS
Casal em trânsito
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Dias (ou Noites) Modernos(as)
Em homenagem à classe média que acha que não vai sobreviver ao fim da empregada doméstica:
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O Homem e o GPS
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Imagem: exilelifestyle.com/traveler-time
|
-Bicho, ferrou. Preciso ir até o Ipiranga amanhã e não faço ideia de como chegar lá.
-Putz, eu também não faço a menor ideia. Por que você não pergunta na rua?
-Tá maluco?! Parece até a minha mulher, com essas ideias!
-Verdade. Foi mal aí.
-A gente precisa arrumar uma solução para isso.
-Já sei! Guia de rua. Você já viu aqueles catálogos da Quatro Rodas?
-Deus me livre. Isso é coisa de taxista de São Paulo.
-Verdade. Seu carro nem é branco, e você gosta de ar-condicionado.
-Tive uma ideia! Vou inventar um sistema bilionário baseado em cruzamento de dados entre satélites e isso vai nos salvar de ter que pedir ajuda aos outros na rua para chegar em algum lugar.
-Supimpa!
(Não podemos esquecer que estamos nos anos 1970, época da Guerra Fria e tal.)
Anos depois, em São Paulo...
-Alfredo, estamos perdidos. Por que você não consulta o GPS?
-Ih, amor, o GPS tá quebrado, olha. Não tá vendo que não aparece nenhum carro na frente do nosso? Isso não é São Paulo mesmo!
(Alfredo pensa: "Deus me livre pedir informações a essa voz de mulher!")
Outras conversas e problemas tecnológicos:
Casal em trânsito
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Coisas das quais ainda vamos rir. Muito
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Tecnologia para Leigos
Operadoras de celular conseguem, enfim, implementar bug do milênio
Diálogos que adoraríamos ver na TV
Dias (ou Noites) Modernos(as)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Casal em trânsito
—Xi, acabou de passar.
—Como assim?
—Era para ter entrado ali.
—E você só me avisa agora, Maria Alice?
—Desculpe, estava retocando a maquiagem.
—Tudo bem, eu é que deveria estar de co-maquiador. Vou pegar a próxima paralela e voltar.
—Como assim, paralela, Arnaldo Augusto? Estamos em São Paulo. Se você pegar a paralela, vai cair em outro bairro, quiçá outra dimensão.
—Alguma sugestão?
—Melhor parar e perguntar.
—Eu?! Pedir informação na rua?! Nem pensar.
—Tudo bem, podemos continuar rodando a noite toda. O jantar já deve estar sendo servido. A Maria Clara é muito pontual.
—Já sei, vou pegar a Marginal.
—A essa hora, no fim do ano? Vai estar parada.
—Eu pego a pista expressa.
—Arnaldo, só você acredita nesse nome, "pista expressa". Você também deve acreditar que todo carro com aquele adesivo "reportagem" em letras garrafais é realmente de alguma TV ou jornal.
—E não são?!
—Eu não entendo por que todo mundo xinga tanto a Marginal, mas corre para ela sempre que algo dá errado. Parece taxista, que pega a Marginal até para cruzar a Paulista.
—Eu devia mesmo era ter comprado um táxi. O carro já é branco, todo mundo faz sinal na rua. Pelo menos, poderíamos usar o corredor de ônibus quando estivéssemos juntos.
—É verdade, e você ainda poderia fazer uns bicos na volta de casa para o trabalho...
—Bem, isso explicaria por que tem tanto táxi em São Paulo.
—É. Vai ver, esse pessoal todo trabalha no banco, junto com você, Arnaldo. Pelo menos, não estamos no Rio, você não vai precisar ter um carro amarelo com uma faixa azul do lado.
—Taxista conta cada história, Maria Alice...
—O quê? Que pegou uma passageira linda que não tinha dinheiro para pagar a corrida?
—Você já pegou esse táxi, Maria Alice?!
—Todo taxista conta essa história, Arnaldo! Eles são tipo pescadores, no que se refere à criatividade.
—É verdade. Senão, todo mundo ia querer ser taxista. Nenhum garoto mais ia querer ser bombeiro, super—herói, Eike Batista...
—Já passou das dez, Arnaldo. Você sabe para onde estamos indo? Tem certeza que precisa pegar a Dutra para chegar na casa da Maria Clara e do César Augusto?
—É, acho que vamos ter que desistir. Será que, se voltar para casa ainda dá para assistir o segundo tempo do jogo?
—Alô! Maria Clara? Querida, o Arnaldo tá com uma gripe danada, não vamos conseguir sair de casa...
Outras conversas:
Diálogos que adoraríamos ver na TV
Dias (ou Noites) Modernos(as)
Papo Masculino
A seguir, cenas dos próximos capítulos
Mais sobre São Paulo:
Rio x São Paulo: Manual de Adaptação
Saint Paul: São Paulo para gringos
E se a Avenida Brasil da novela fosse a de SP?
Dicionário Rio x São Paulo de Gírias e Afins
—Como assim?
—Era para ter entrado ali.
—E você só me avisa agora, Maria Alice?
—Desculpe, estava retocando a maquiagem.
—Tudo bem, eu é que deveria estar de co-maquiador. Vou pegar a próxima paralela e voltar.
—Como assim, paralela, Arnaldo Augusto? Estamos em São Paulo. Se você pegar a paralela, vai cair em outro bairro, quiçá outra dimensão.
—Alguma sugestão?
—Melhor parar e perguntar.
—Eu?! Pedir informação na rua?! Nem pensar.
—Tudo bem, podemos continuar rodando a noite toda. O jantar já deve estar sendo servido. A Maria Clara é muito pontual.
—Já sei, vou pegar a Marginal.
—A essa hora, no fim do ano? Vai estar parada.
—Eu pego a pista expressa.
—Arnaldo, só você acredita nesse nome, "pista expressa". Você também deve acreditar que todo carro com aquele adesivo "reportagem" em letras garrafais é realmente de alguma TV ou jornal.
—E não são?!
—Eu não entendo por que todo mundo xinga tanto a Marginal, mas corre para ela sempre que algo dá errado. Parece taxista, que pega a Marginal até para cruzar a Paulista.
—Eu devia mesmo era ter comprado um táxi. O carro já é branco, todo mundo faz sinal na rua. Pelo menos, poderíamos usar o corredor de ônibus quando estivéssemos juntos.
—É verdade, e você ainda poderia fazer uns bicos na volta de casa para o trabalho...
—Bem, isso explicaria por que tem tanto táxi em São Paulo.
—É. Vai ver, esse pessoal todo trabalha no banco, junto com você, Arnaldo. Pelo menos, não estamos no Rio, você não vai precisar ter um carro amarelo com uma faixa azul do lado.
—Taxista conta cada história, Maria Alice...
—O quê? Que pegou uma passageira linda que não tinha dinheiro para pagar a corrida?
—Você já pegou esse táxi, Maria Alice?!
—Todo taxista conta essa história, Arnaldo! Eles são tipo pescadores, no que se refere à criatividade.
—É verdade. Senão, todo mundo ia querer ser taxista. Nenhum garoto mais ia querer ser bombeiro, super—herói, Eike Batista...
—Já passou das dez, Arnaldo. Você sabe para onde estamos indo? Tem certeza que precisa pegar a Dutra para chegar na casa da Maria Clara e do César Augusto?
—É, acho que vamos ter que desistir. Será que, se voltar para casa ainda dá para assistir o segundo tempo do jogo?
—Alô! Maria Clara? Querida, o Arnaldo tá com uma gripe danada, não vamos conseguir sair de casa...
Outras conversas:
Diálogos que adoraríamos ver na TV
Dias (ou Noites) Modernos(as)
Papo Masculino
A seguir, cenas dos próximos capítulos
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E se a Avenida Brasil da novela fosse a de SP?
Dicionário Rio x São Paulo de Gírias e Afins
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