sexta-feira, 6 de julho de 2012

Depois de Fátima e Bial, fila de jornalistas em busca do sonho do programa próprio aumenta

Louro José é o próximo a ter um programa exculsivo. O papagaio
disse que não aguenta mais a Ana Maria Braga (e não é só ele)
PROJAC -- Enciumado ao saber que Fátima Bernardes iria ganhar um programa próprio, o jornalista (?) e poeta Pedro Bial bateu o pé e disse que também queria ter o seu espaço exclusivo, ignorando o Big Brother Bial, que nem ele suporta mais. Tal qual sua colega de emissora, Bial lançará um formato revolucionário: um programa de debates com plateia, reportagens superficiais e dramatizações sobre assuntos genéricos e vários convidados da Rede Globo que falarão sobre qualquer coisa. Qualquer coisa.

O programa de Fátima, de formato totalmente diferente do de Bial -- no que diz respeito ao modelo das poltronas usadas, ao horário e ao cabelo da esposa de William Bonner --, fala sobre qualquer assunto, desde que o assunto seja criança, já que as pautas foram elaboradas nos últimos 13 anos com base nas pautas que a jornalista pensava quando não estava apresentando o Jornal Nacional e que não conseguia emplacar lá.

Fátima nega os boatos de que tenha esperado seus trigêmeos virarem adolescentes para sugerir um programa para entrar no ar justamente no lugar da TV Globinho e não ter de ouvir dos filhos que o pai, Bonner, é mais legal. A Caixa Econômica Federal já estuda financiar a realização de mais esse sonho de milhões de brasileiros: o sonho do programa de TV próprio, que terá Caco Barcellos e Ernesto Paglia como garotos-propaganda e imagens do Globo Mar ao fundo.

Publicidades de programas da TV, entre outras:
Portfólio (ou: Por que não virei publicitário)
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fluminense e Botafogo disputam piadas sobre Corinthians. Torcida corintiana passa a da seleção

CBF já cogita renomear a Libertadores de 2012 para "Copa do Mundo de 2014". "Tem que ser mesmo um bando de loucos para acreditar na seleção", disse Marin
4 DE JULHO, DIA DA INDEPENDÊNCIA -- Nem só de alegrias e matérias sobre o Corinthians é feita a noite do paulistano e a programação da Globo. Dentro e fora dos campos (adoro esse chavão), Portuguesa, Fluminense, Botafogo e Atlético-MG agora disputam as piadas que foram feitas nos últimos 102 anos com os corintianos por não terem uma Taça Libertadores.

"Antes não tinha, agora tem", disse o prefeito (?) de São Paulo, Gilberto Kassab, interrompendo a assinatura de mais um decreto proibindo alguma coisa. A prefeitura do Rio já pensa em contratar a torcida corintiana para organizar a festa de fim de ano em Copacabana, para bater de vez o recorde de tempo com fogos de artifício explodindo no céu. Só isso acabaria com aquele tipo de reportagem que diz que "este ano, serão 21 minutos de fogos, dois minutos a mais do que no ano passado".

Numa proposta inédita, moderna e revolucionária, a CBF entrou com um pedido à Fifa, por Telex e fax, para considerar o jogo de ontem do Corinthians já como a partida final da Copa de 2014, passando o Corinthians a constar como seleção brasileira e o Boca Juniors como a Argentina nos registros históricos, e assim garantir o bom resultado para o Brasil.

"Tivemos tudo o que uma final de Copa do Mundo com o Brasil teria: ninguém trabalhando direito, voltando para casa no meio do dia, trânsito caótico, gente fingindo doença para faltar ao trabalho, fora o clima de festa antecipada na rua", disse o presidente acaju da CBF, José Maria Marin, pouco antes de o relógio e a medalhinha de santo do repórter que fazia a entrevista desaparecerem. Pela proposta de Marin, o jogador Emerson Sheik passará a se chamar Neymar.

Segundo a PM, pela quantidade de fogos de artifício e volume das buzinas, está comprovado que o número de torcedores do Corinthians é maior do que o da seleção brasileira.


Outras de futebol:
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Foi, Curíntia!

Foi, Curíntia!

Parabéns ao Timão e seus torcedores, por uma festa maior do que seria possível se fosse a seleção brasileira ganhando uma Copa do Mundo. No mais, as piadas nunca terminam...


Fluminense e Botafogo brigam por piadas sobre Corinthians. Torcida corintiana passa a da seleção


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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Traduzindo o mundo corporativo


O que entender quando seu chefe diz:

"Eu sou um chefe descentralizador." = "Eu não faço nada."

"Estamos num momento desafiador." = "A empresa está na merda."

"Um cliente reclamou disso." = "Os clientes não deram a mínima, mas eu vi e acho que deveríamos mudar. Como não tenho coragem de admitir que sou eu que estou pedindo, para não parecer um idiota completo, usei essa desculpa."

"Você está bem?" = "Eu não dou a mínima para como você está, mas queria parecer que me importo e mostrar que eu sei que você ficou 30 minutos fora da sua mesa e do meu alcance."

"Você está ocupado(a)?" = "Eu sei que você está ferrado(a) de trabalho, especialmente pela minha parte, que eu deixo para você fazer, mas preciso mostrar a todos que você passa o dia sem fazer nada enquanto eu sou um grande líder que se importa."

"Já fiz isso." = "Você deveria ter feito, mas, como é incompetente, eu mesmo fiz e agora estou falando parecendo que levo numa boa, mas isso não é verdade."

"Recebemos elogios por isso." = "Fodeu. Recebemos UM elogio, e agora você vai ter que fazer assim pelo resto da vida."

"Quero conversar sobre uns detalhes do que você falou." = "Não faço ideia do que você passou duas horas falando na última reunião e preciso que você repita."

"Tem umas coisas para melhorar." = "Tá uma merda."

"Vou reforçar o que foi dito antes." = "Não faço ideia do que foi dito antes, até porque eu nem estava aqui ou prestando atenção, mas falo isso para parecer que o discurso está alinhado e para dar força para a bobagem que eu vou falar agora."

"Você faz rapidinho isso aqui." = "Vai levar o dia todo e você não vai conseguir terminar de uma forma decente."

"Esse projeto é super urgente, precisamos que você se dedique com exclusividade a ele." = "Você vai passar um mês em cima dele e ele será engavetado, sob a alegação de crise internacional ou qualquer outro fenômeno externo já óbvio e conhecido, ou inexistente, e passaremos a outra pessoa quando decidirmos tocá-lo de verdade."

"Pode ir para casa, já está tarde. Qualquer coisa, a gente te liga." = "Você continuará trabalhando de fora daqui, mas a gente não vai te pagar hora extra nem te dar folga por isso. Nem pense em encher a cara ou se divertir, portanto."

"Nossos clientes estão muito interessados." = "Eu sei que a ideia é cretina e que dificilmente se refletirá em algum retorno, mas também não arrumei nenhum argumento profissional bom o suficiente para convencer vocês, já que nossos clientes também não estão nem aí para isso."

"De hoje em diante, faremos assim." = "Queremos que você acredite que essa é a nova invenção da roda, mas na verdade passaremos a fazer do jeito que todos, inclusive você, diziam que devíamos fazer havia dez anos já, e o mérito será todo do chefe, não seu."

"Passaremos a valorizar a língua local em nossos produtos." = "Nós bem que tentamos, mas os malditos brasileiros insistem em falar português, e não inglês ou espanhol."

"Ele veio da concorrente para dividir sua experiência conosco." = "Esse cara que veio de fora vai ocupar a vaga que você queria e ganhar mais do que você."

"Hoje, vamos pedir pizza." = "Hoje, ninguém desce nem para almoçar."

"Com certeza." = "Claro, idiota."

"Eu quero centralizar as informações deste projeto." = "Eu sou um déspota, vou me apropriar das ideias de todos e não vou reconhecer a contribuição de ninguém."

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